terça-feira, 20 de maio de 2014

Marketing & Idéias: A origem dos nomes das grandes agências de publicidade.

 
 
Se você já pensou em abrir um negócio, certamente também refletiu sobre qual nome daria a ele. O Adnews contatou algumas das principais agências de publicidade do País para saber qual a origem de seus nomes.

Por que a Africa é Africa e não Ásia? O que é o 9 da DM9? Essas e outras respostas você encontra abaixo.

Africa
Segundo a própria agência, o nome Africa foi escolhido por ser entendido internacionalmente e ainda homenagear um povo que em muito repercutiu na cultura brasileira. Apesar de ser uma agência brasileira, as suas campanhas têm presença global através de clientes como Itaú e Budweiser, por exemplo.
 
Agnelo Pacheco Comunicação
Segundo o próprio Agnelo, a agência ia se chamar Soft. Em 1985, quando deixou a Norton, ele tinha escolhido o nome Soft Criação & Propaganda. “Entretanto, assim que saíram as primeiras notícias, recebi uma ligação de um senhor de Campinas, dizendo que já tinha, com seus dois filhos, uma agência chamada Soft”, explica o publicitário que não teve opção a não ser escolher o Agnelo Pacheco Comunicação, mesmo não querendo colocar o próprio nome no negócio.
Apesar da relutância, a decisão se mostrou acertada.  “Eu já era reconhecido no mercado e as portas se abriram mais rapidamente”, explica ao Adnews o criador do bordão “Tomou Doril, a dor sumiu”.
Mas ele ressalta: seu nome verdadeiro tem dois L’s, "Agnello". Ou seja, seu desejo inicial de não colocar o próprio nome na agência é cumprido até hoje. De certa forma.
 
AlmapBBDO
Almap significava, originalmente, Alcântara Machado Publicidade. O nome é composto pelas iniciais dos antigos sócios da agência, os irmãos José de Alcântara Machado e Caio de Alcântara Machado. Nos anos 70, após a entrada do lendário Alex Periscinoto na sociedade, a agência mudou para Alcântara Machado Periscinoto Publicidade.
Quando a agência foi vendida para Marcello Serpa e José Luiz Madeira, em 1993, o nome já estava consolidado e permaneceu. A sociedade com a BBDO - formada pela fusão da BDO (Barton, Durstine & Osborn) e Batten Co - fez a agência virar a AlmapBBDO, praticamente no mesmo ano.
 
Artplan
A Artplan nasceu, há 46 anos, como house-agency do grupo imobiliário Veplan - vendas e planejamento. Grupo este que, algum tempo depois, se tornaria Multiplan.
E como, desde o começo, a agência entende que criação e planejamento devem andar sempre juntos, surgiu o nome Artplan (Arte e planejamento).
 
DM9DDB
Nascida originalmente na Bahia em 1975, a marca DM9 leva até hoje o nome de seu fundador, o publicitário Duda Mendonça. O '9', por sua vez, não possui significado especial, é apenas o espelho do ‘d’, escrito com letra minúscula, do início do nome.
O DDB veio já nos anos 90, anos depois da compra da marca feita por Nizan Guanes, quando a agência passou a fazer parte da rede Doyle Dane Bernbach, fundada por Maxwell Dane, James "Ned" Doyle, e William Bernbach em 1949.
 
DPZ
A agência por trás de clássicos da propaganda nacional traz em seu nome as iniciais dos sobrenomes de seus fundadores: Roberto Duailibi, Francesc Petit e José Zaragoza.
 
JWT
JWT representa as siglas do fundador da agência, James Walter Thompson. Ele era um homem de muitos talentos. Depois de servir como marinheiro a bordo do USS Shenandoah durante a Guerra civil, Thompson conseguiu emprego em um bureau de mídia, vendendo espaços em publicações religiosas e sendo pioneiro no uso da publicidade em revistas femininas. Quando ele finalmente conseguiu adquirir o escritório, por $500 (além de um extra de $800 pela mobília), o renomeou com seu próprio nome – J. Walter Thompson.
A partir daí, começou a mudar a indústria para criar o que hoje conhecemos como modelo de agência de publicidade moderna. Sob sua supervisão, J. Walter Thompson criou o departamento de criação e contratou a primeira mulher Diretora de Criação da história, trouxe clientes estrangeiros para os Estados Unidos e levou a expertise americana para fora – Quando abriu o primeiro escritório internacional em Londres, em 1899.
Iniciando com apenas uma fatia de negócio da Chesebrough-Ponds em 1886, J. Walter construiu uma carteira de importantes clientes – incluindo Unilever, que segue com a agência por mais de 100 anos. Seu império contabilizava $26.8 milhões em faturamento interno no ano de sua morte – 1928.
 
Ogilvy & Mather Brasil
Um dos nomes acima você certamente já deve ter ouvido falar. Ogilvy vem de David Mackenzie Ogilvy, fundador da rede. Bem menos conhecido é Edmund Mather. Diferentemente do primeiro, famoso por seus livros e frases emblemáticas, a rede recebeu o sobrenome de Edmund, pois ele era sócio da Mather & Crowther, agência londrina parceira de David que, nos 60, acabou se fundindo à agência do lendário publicitário.
 
WMcCann
O W vem de W/Brasil, agência de Washington Olivetto, que inclusive inspirou uma canção do Jorge Ben Jor “Alô, Alô W/Brasil”. McCann vem de McCann Erickson e que, inicialmente, obteve este nome como resultado da junção de duas agências pioneiras: The H. K. McCann Company, inaugurada em 1912, e The Erickson Company, fundada em 1902.
A WMcCann surgiu em 2010, resultado do casamento da W/Brasil com a McCann Erickson. Foi a junção do pioneirismo e tradição da McCann, com a popularidade da W/Brasil. Uma união de trajetórias diferentes, mas de sonhos similares. Um casamento baseado na comunhão de ideias, que juntou um dos maiores nomes da publicidade brasileira – e um dos maiores da mundial – com o tradicional grupo.
 
Y&R
A Young & Rubicam recebeu o nome de seus fundadores, John Orr Young e Raymond Rubicam, que em 1923, na Filadélfia, iniciaram o império conhecido nos dias de hoje.
 
 
Fonte: www.adnews.com.br

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Marketing & Idéias: Outdoors criativos ao redor do mundo

Os outdoors são uma das mídias mais utilizadas na hora de anunciar um produto/serviço. E essas "placas gigantes" podem ser muito criativas, e uma boa ideia pode ser um ponto forte na hora de chamar a atenção do seu cliente.
 
Confira a seleção de alguns outdoors que fugiram do convencional e abusaram da criatividade:
 



















 
 
 
Fonte:  www.designine.com.br
 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Marketing & Idéias: Quantidade excessiva de product placement em "O Espetacular Homem-Aranha 2" gera críticas de especialistas.

 
A ferramenta product placement já mostrou sua força com cases impressionantes no cinema. Quem não se lembra da bola Wilson, em “O Náufrago”, estrelado pelo ainda jovem Tom Hanks? Os americanos são incrivelmente hábeis nessa prática, que por aqui ainda chamamos de “merchandising”.
 
A lógica é simples; se o filme precisa introduzir o público na história dando ares realistas às cenas, por que os produtos precisam ser fictícios ao invés de reais? Por outro lado, para as marcas, nesse cenário onde a atenção das pessoas é cada vez mais disputada, estar presente dentro de histórias pode ser uma maneira de fincar raízes e atingir o coração do espectador.

O problema é o exagero. Um filme não pode ser apenas um comercial e as inserções de marcas nas cenas não podem ser forçadas. Pelo menos essa a visão da maioria dos especialistas. Não à toa, o Business Insider criticou veementemente o volume de aparições da marca Sony no filme “O Espetacular Homem-Aranha 2”, que estreou ontem nos cinemas brasileiros.

A produção é da própria Sony, o que pressupõe um product placement natural, mas a quantidade de inserções realmente impressiona. O título utilizado pelo BI na matéria é “A quantidade de colocações de produtos Sony no filme ‘O Espetacular Homem-Aranha 2’ é ridícula”. “Eu posso entender que a qualquer momento um laptop é mostrado, e que ele vai ser um VAIO. Eu vou mesmo acreditar que Parker tem um telefone celular Sony. Entretanto, numa outra cena que está destinada a ser emocional entre Peter e sua tia May, e quando a câmera se afasta um pouco, há uma televisão Sony na cabeceira de Parker. Ugh!”, critica a jornalista Kirsten Acuna, dona do texto.
 
“Simplesmente não é crível. Nós não vivemos em um mundo com apenas Sony”, conclui Acuna.
Confira abaixo essa imagem promocional que exibe o quarto de Parker e as várias inserções da marca:
 
 
 
 
Fonte: www.adnews.com.br

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Marketing & Idéias: Integração com mobile agita out-of-home.


Crescimento de mídia exterior cria oportunidades para digital e interatividade com smartphones.
 
Os negócios envolvendo mídia out-of-home vão bem e a perspectiva para os próximos anos também é positiva. É o setor que mais cresce no Brasil, com aumento de 21,82% de investimentos em mídia em 2013 sobre o ano anterior, segundo o Projeto Inter-Meios. Destacam-se mobiliário urbano (67,3%), painel (45,8%) e digital (17,4%), embora este último já esteja de alguma forma inserido nas diversas outras categorias de mídia exterior.
 
Digital out-of-home também está entre os meios que mais crescem globalmente. Um estudo do instituto americano PQ Media apontou que é a plataforma de mídia que mais cresce no mundo depois de mobile, segundo uma projeção de 2013 a 2017 de exposição semanal de consumidores.

Muitos desses projetos que vem aquecendo o mercado internacional chegam agora ao Brasil, por meio de operadoras multinacionais como a Clear Channel. A empresa fornece mobiliário urbano em Curitiba, interior paulista e Rio de Janeiro, onde recentemente iniciou a troca de seus relógios de rua por modelos digitais. O novo investimento da empresa no Brasil é a plataforma Connect, que permite interação entre smartphones e anúncios em suas peças. “Acredito que o maior impacto nos próximos anos será essa relação entre os dispositivos móveis e a mídia exterior”, afirma William Eccleshare, CEO global da Clear Channel Outdoor Holdings.
 
Por meio da tecnologia, a operadora poderá trazer ao Brasil campanhas como a que realizou para o metrô de Copenhagen, em que os usuários podiam comprar livros da loja virtual Saxo diretamente da estação – os exemplares estavam estampados, como se dispostos em prateleiras, nas paredes. A plataforma estreia no Brasil com 600 equipamentos de mobiliário no Rio de Janeiro e em 200 de Curitiba.
 
A operadora francesa JCDecaux, uma das principais concorrentes da Clear Channel, também está lançando paineis digitais no Brasil. Começa com cem faces em parte de seus relógios de rua de São Paulo. Mas, segundo Ana Célia Biondi, diretora geral da empresa no Brasil, as tecnologias de sincronização de publicidade e smartphone também estão à espreita. “Em qualquer mobiliário nosso na Europa já é possível sincronizar um aplicativo do celular com o mobiliário, chamando não só a atenção para a campanha, mas dando mais informações ao usuário”, diz a executiva. Além da capital paulista, a JCDecaux opera em cidades como Brasília, Manaus e Salvador. 
 
Inimigo ou aliado
 
A Otima, que iniciou no ano passado seu contrato de outorga de abrigos de ônibus na cidade de São Paulo, já inaugurou dois de seus pontos de ônibus chamados High Tech, com peças interativas em telas touch screen. A operadora prepara o lançamento de 30 painéis digitais nas principais vias paulistanas e dá andamento ao projeto de instalar wi-fi gratuito em parte do mobiliário: a meta é ter mais de cem equipamentos até 2015. “Estamos pesquisando e desenvolvendo com vários clientes, principalmente de varejo, como transformar o abrigo de ônibus também num ponto de compra, por meio de QR code e outras tecnologias de conexão”, complementa Violeta Noya, presidente da empresa.
 
“Smartphone pode ser nosso inimigo ou nosso aliado”, diz Flávio Polay, diretor de vendas da Band Outernet, que opera telas em diversos transportes públicos, terminais urbanos e aeroportos. “Optamos em investir numa plataforma de interatividade com sorteios e promoções, como vouchers de restaurantes, por exemplo, ou até campanhas de varejo.” A maior novidade, no entanto, é um sistema de wi-fi que já está em teste em 18 ônibus de São Paulo, cuja conectividade gratuita exige que o usuário baixe um aplicativo e interaja com a tela do ônibus. O serviço poderá ser ampliado para mais carros da frota em breve.
 
A publicação de conteúdos digitais já não é restrita a um formato, como se vê. Diversos segmentos de out-of-home estão investindo em inovação e, com o barateamento das tecnologias relacionadas, se tornou muito mais acessível adaptar campanhas ou criar ideias para várias plataformas. Por esse motivo que a Associação Brasileira de Mídia Digital Out-of-Home vai fazer um reposicionamento completo da entidade, com novas missões, identidade visual e nome: Associação Brasileira de Mídia Out-of-Home (ABMOH). A retirada do “digital” do nome denota o nível em que esse conceito já está inserido na realidade de mídia exterior. “Hoje, quase tudo pode ser digital e só cabe ao player decidir se a imagem vai ser estática ou não. A separação perdeu o sentido”, afirma Angelo Sá Júnior, presidente da instituição e sócio da Indoormidia.
 
 
Fonte: www.meioemensagem.com.br

Marketing & Idéias: 5 lições de marketing de Don Draper, de "Mad Men".

 
O protagonista da série não é exatamente um exemplo de vida, mas sua carreira pode ser inspiradora para empreendedores.
 
Para quem assiste à série "Mad Men", cuja sétima e última temporada começou recentemente, Donald Draper não é exatamente um exemplo. O protagonista da história é mulherengo, não tira o cigarro da boca e já começa o dia tomando uísque. Apesar disso, sua competência é inegável: nascido em uma família cheia de problemas, Draper trabalhou duro, arranjou emprego em uma agência de publicidade, criou campanhas geniais e se tornou dono do próprio negócio.
Na trajetória rumo ao sucesso profissional, mostrada durante todos os anos da série, Draper deu várias lições de marketing que podem ser inspiradoras para empreendedores. Vale ressaltar que uma parte da postura do publicitário – basicamente as "patadas" distribuídas aos seus subalternos – não foram incluídas aqui e que o texto inclui alguns spoilers. Confira:
 
– Pense fora da caixa: nada mais clichê no mundo do marketing do que esta expressão. Mas a criatividade de Draper mostra que, de fato, fugir do óbvio é essencial. "Mad Men" acontece na década de 1960, época em que hábitos como o cigarro eram mais aceitos pela sociedade. Mesmo assim, fazer propaganda de tabaco já era um desafio naquele tempo.
 
Em um dos episódios da série, o protagonista precisa desenvolver uma campanha para os cigarros Lucky Strike. Draper não podia mentir – os efeitos nocivos do tabaco já eram conhecidos – mas tinha de vender o produto. A alternativa foi pensar no diferencial da marca: ao contrário dos concorrentes, o tabaco dos Luckies eram tostados e este foi o destaque da propaganda.
Em outra ocasião, o desafio era vender os filmes da Kodak. Neste caso, os diferenciais em relação aos produtos de outras empresas não eram muito aparentes. Por isso, Draper resolveu aproveitar a nostalgia do público: na campanha, os filmes da Kodak despertam as boas memórias de um tempo que não volta mais.
 
– Mas não seja apressado: para Draper, as ideias não aparecem imediatamente. É preciso dar tempo ao cérebro, para que ele possa “maturar” o assunto de uma campanha e algo bom apareça. Em uma passagem de "Mad Men", Draper fala sobre esse “descanso cerebral” a Peggy Olsen, sua secretária e depois publicitária. "Pense sobre o tema da campanha profundamente e aí se esqueça disso. Uma ideia vai aparecer na sua cara."
 
– Aposte no desenvolvimento de sua equipe: em alguns momentos, Don Draper faz o perfil de um líder centralizador: é ele o responsável pela apresentação das campanhas aos clientes e a principal fonte de ideias das agências onde trabalhou. Mas com o crescimento de uma empresa, ou o empreendedor delega tarefas ou o plano de expansão será prejudicado.
No decorrer da série, Draper vê em Peggy um trunfo: apesar de inexperiente, ela tem potencial para ajudá-lo a carregar o fardo de ser o motor criativo da agência. Ele não podia prever que, em um certo ponto, Peggy o deixaria para trabalhar para a concorrência. Coisas da vida.
 
– Conheça os seus clientes: analisar o perfil do público-alvo de uma campanha é essencial para quem trabalha com marketing. No caso de Draper, esse público era composto pelas empresas interessadas na criação de propagandas. O publicitário conseguia sentir, de acordo com a satisfação dos clientes e com a reação deles ao que era dito, se o momento era apropriado para um discurso mais calmo ou era melhor partir para a agressividade. Ele chegou até a expulsar clientes em potencial da sala de reuniões – apenas para mostrar que era enérgico, mostrar que não estava para brincadeira e fechar um contrato.
 
– Não precisa ser jovem para ser legal: em um episódio da série, o chefe (e depois sócio) de Draper, Roger Sterling, fala sobre a preferência dos clientes a publicitários mais jovens. De acordo com Sterling, os jovens seriam mais antenados às tendências. Em resposta, sendo sarcástico aos jovens antenados, Draper solta uma pérola. "Então você quer que eu faça o quê? Quer que eu fique segurando uma Pepsi até atrair um atorzinho alternativo?", diz. Fica a lição: talento não envelhece. Contrate os melhores, não importa a idade.
 
 
Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.





terça-feira, 22 de abril de 2014

Marketing & Idéias: Conheça os 9 desastrosos erros de marketing que resultaram em prejuízos bilionários para as suas empresas.

 


Marcas como Coca-Cola, Mattel, Flamengo, Fox, a lendária agência de propaganda Chiat\Day e até os Beatles erraram feio em estratégias de marketing.
 
1 - Coca com gosto de Pepsi
Produto - New Coke
O que era - Substituta da Coca-Cola

Duração - Abril a junho de 1985
Ideia - A poderosa Coca-Cola via seu reinado no mercado de refrigerantes ameaçado pela Pepsi, então "o sabor da nova geração". Para contra-atacar, decidiu criar um sabor parecido com o da concorrente. Até aí tudo bem. Mas então baixou o Fernando Vanucci nos executivos, que pensaram: "é hora da gente mudar... ou mudar de vez". Além de lançar a nova Coca-Cola, retiraram o sabor antigo das prateleiras.
Resultado - Os consumidores execraram a New Coke - tanto que a Pepsi virou líder sem aumentar as vendas. Até Fidel Castro, fã da Coca tradicional, considerou a troca de fórmula um sinal da decadência do capitalismo. Em 3 meses, o sabor antigo estava de volta com um novo nome, Classic Coke.
Prejuízo - US$ 1 bilhão.
 
2 - Feira sobre rodas
Produto - Ford Edsel
O que era - Carro do futuro
Duração - 1957-1960
Ideia - Dona do mercado de automóveis, a Ford concluiu que, para promover seu novo carro, bastava criar expectativa com anúncios que não mostravam o veículo. Os cartazes anunciavam apenas que "O Edsel está chegando".
Resultado - "Um trator chupando limão." "Um vaso sanitário." "Uma vagina com dentes." Essas foram algumas das reações ao peculiar design da dianteira do Edsel - se eles tivessem mostrado o carro a pelo menos um consumidor, talvez tivessem evitado esse problema. Ah, os americanos também acharam o nome esquisito - e pior que era homenagem ao filho do fundador da empresa, Edsel Ford. O carro que deveria vender 200 mil por ano saiu de linha em 1960 vendendo 2 800 unidades.
Prejuízo - US$ 2,25 bilhões.
 
3 - Complexo de vira-lata
Produto - Pets.com
O que era - Uma pet shop online
Duração - 1999-2000
Ideia - Durante a bolha da internet, empresas iniciantes sugavam milhões de inves tidores apenas com a expectativa do quanto poderiam render um dia. Entre essas, a Pets.com se destacou pela estratégia de torrar toda a grana que conseguiu em anúncios estrelados pelo mascote do site, um cachorrinho feito de fantoche de meia. Se ficasse conhecida logo, os lucros viriam e, com eles, a infraestrutura seria construída.
Resultado - Além de não ter diferencial (vendia a mesma coisa que a pet da esquina pelo mesmo preço), os gastos absurdos com publicidade faziam com que o site perdesse US$ 4 para cada um que ganhava. Pior: ninguém acessava o site para comprar produtos para animais. O único sucesso de vendas era o fantoche do cachorrinho. Em um ano, o Pets.com fechou.
Prejuízo - US$ 300 milhões.
 
4 - O sonho acabando
Produto - Let it Be

O que era - Disco e filme dos Beatles
Duração - 1969
Ideia - Em 1969, após 5 anos exercendo a função de maior banda do mundo, o clima entre os Beatles já não era tão bom. Foi então que Paul McCartney convenceu os outros 3 de que um disco básico, "gravado ao vivo", seria a melhor terapia de grupo. Para saciar a curiosidade dos fãs, todo o processo criativo seria registrado em filme. O nome do projeto inspirava: Get Back.
Resultado - O estúdio virou uma panela de pressão. Ao invés de impedir, o projeto acelerou o fim dos Beatles - que ao menos se reuniram no mesmo ano para gravar um adeus decente, o excelente Abbey Road. O resultado daquelas sessões, o disco Let it Be, apareceu só em 1970, após o fim da banda, junto com um documentário que registrava toda a tensão entre os 4 ex-amigos.
Prejuízo - Incalculável.
 
5 - Ken saiu do armário
Produto - Earring Magic Ken
O que era - Boneco da Mattel
Duração – 1993
Ideia - Preocupada com a falta de carisma do boneco Ken, sua fabricante foi saber das jovens consumidoras se Barbie precisava de um novo eterno namorado. O veredicto: Ken podia ficar, mas tinha que ser mais cool. Mas o que é cool? Em 1993, para a Mattel, era um Ken com pele bronzeada, cabelo oxigenado, blusa de redinha, colete de couro roxo, brinco na orelha direita e um colar de argola. Não acredita? Veja a foto aí de cima.
Resultado - Meninas e seus pais não entenderam a renovação de visual. Ou melhor, entenderam perfeitamente: o novo Ken foi considerado a coisa mais gay a leste de São Francisco. A Mattel cancelou a produção e recolheu todos os que conseguiu, sem nunca deixar claro se o visual de Ken havia sido intencionalmente gay ou não.
Prejuízo - US$ 50 milhões.
 
6 - Sem fumaça e sem noção
Produto - Premier e Eclipse
O que era - Cigarros sem fumaça
Duração - 1988 e 1996
Ideia - Para driblar as preocupações crescentes com o fumo passivo, a RJ Reynolds (fabricante das marcas Camel e Winston) criou um cigarro que não soltava fumaça.
Resultado - O primeiro modelo, Premier, além de precisar de muito fogo para ser aceso e muito fôlego para ser tragado, tinha um gosto horrível. Sua reencarnação, o Eclipse, tinha um filtro de carvão embutido dentro do cigarro, o que tornava o gosto ainda pior. Ambos prometiam ser mais "limpos", ou seja, mais saudáveis, o que simplesmente não era verdade. Mas o que ninguém entende é: por que fazer (duas vezes!) um cigarro para quem não gosta da fumaça? Esse público, apropriadamente conhecido como não-fumante, não costuma comprar cigarro.
Prejuízo - US$ 450 milhões.
 
7 - Escritório desmobiliado
Produto - "Escritório virtual"
O que era - Conceito de decoração
Duração - 1993-1995
Ideia - Jay Chiat sabia que sua agência de publicidade, a lendária Chiat\Day, precisava de uma repaginada para atrair novamente a atenção do mercado. Amante do minimalismo, ele concluiu que o melhor era jogar toda a mobília fora, criando um ambiente aberto, onde os grupos de reuniriam como em um campus de universidade. Na Chiat\Day, ninguém mais tinha mesa, cadeira ou lugar fixo, e toda manhã era preciso retirar um celular e um notebook na entrada.
Resultado - Caos. Faltavam telefones e computadores, ninguém conseguia saber onde o outro estava e as salas de reunião, as únicas mobiliadas, eram disputadas literalmente a gritos. Houve um motim na sede de Los Angeles, a agência virou piada, e Chiat se viu forçado a vendê-la e se aposentar.
Prejuízo - US$ 200 milhões.
 
8 - Pior ataque do mundo
Produto - Sávio, Romário e Edmundo
O que era - Ataque do Flamengo
Duração - Julho a novembro de 1995
Ideia - No ano do centenário do Flamengo, o presidente marqueteiro Kléber Leite presenteou a maior torcida do Brasil com um ataque dos sonhos: Sávio e Edmundo pelas pontas e Romário de centroavante.
Resultado - Os primeiros amistosos, uma excursão caça-níqueis pela Ásia, pareciam promissores. Mas aí chegou o Brasileirão de 1995 e ficou claro que, além de chiliquentos e improdutivos, os astros paralisavam a equipe: nos 12 jogos em que o Flamengo jogou com "o melhor ataque do mundo", o trio marcou 10 gols; o resto do time, só um (de Djair, em um 1 x 1 com o Vasco). O rubro-negro foi o 21º colocado de 24 participantes, com aproveitamento de 34%, hoje garantia de rebaixamento. Só Romário ficou para a temporada de 1996.
Prejuízo - Gozação eterna dos rivais.
 
9- Tradição, familía e impropriedade
Produto - Who’s Your Daddy
O que era - Reality show da Fox
Duração - 2 de janeiro de 2005
Ideia - No começo do século 21, as emissoras de TV vinham inventando reality shows cada vez mais ousados, de gincanas na selva e confinamentos consentidos passou-se a tortura voluntária e buscas por esposas e maridos. Até que alguém na Fox, a emissora de maior audiência dos EUA, decidiu chutar o balde com Who’s Your Daddy?, em que uma moça adotada (e gostosa, claro) ganharia US$ 100 mil se adivinhasse qual entre 8 homens era o seu pai biológico. Se ela errasse, era o impostor que levava o prêmio, e ela, só o pai.
Resultado - A Fox virou sinônimo de baixaria e, fato único na história da emissora até hoje, cancelou o programa após a exibição de apenas um episódio.
Prejuízo - US$ 150 milhões em anúncios cancelados.
 
Fonte: Revista Superinteressante.